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terça-feira, 21 de julho de 2009

Todo Primeiro Sábado

(clique nas imagens para elas ampliarem)


É normal para a Rua do Lavradio no primeiro sábado de cada mês receber uma feira muito inusitada, essa feira tem ficado cada vez mais cheia. o que tem demais em uma feira? Não é uma feira comum pois senão se igualaria as trilhões de outras feiras no Rio de Janeiro, de primeira notamos as pessoas com seus visuais moderninhos e suas roupas que remetem a tradicional vida boêmia da lapa, não estranhe se você fizer um amigo, pois o clima é muito hospitaleiro, a filosofia do lugar deve ser ; “ SINTA-SE EM CASA”, minha abordagem fotográfica sobre o lugar não diz tudo sobre o que acontece, mas sim o que me chamou a atenção; antiquários, sorrisos, pessoas entre outros, por isso recomendo que vá no próximo primeiro sábado do próximo mês para que conheça.
Um leque de opções que vai desde a venda de antiguidades até a rodas de jongo e shows de MPB, um clima alternativo e ao mesmo tempo tradicional, assim é a feira da Lavradio. o Hora Essa Esteve lá e traz algumas imagens e uma nova postagem marcando o retorno do funcionamento do blog sobre o que acontece no Brasil e principalmente no Rio de uma maneira intimista e despreocupada com a grande mídia, abrindo espaço para uma observação menos espetaculosa dos fatos do nosso cotidiano.







quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Yorubá






Iemanjá


Segunda feira dia 02 de fevereiro é dedicado a entidade espiritual dos mares, Iemanjá, não cabe ao blog fazer menções pejorativas ou mesmo gloriosas no aspecto religioso, acreditamos que o procedimento de valorizar ou desvalorizar segregaria ainda mais determinados grupos.
A procissão começou na lapa com os fiéis de Iemanjá, todos com mantos, guias e vestimentas a caráter, seguiu pelas ruas do centro até chegar na praça XV onde permaneceu por alguns minutos esperando a balsa para que os fiéis entregassem suas oferendas em alto mar. mais de 250 pessoas estiveram presentes entre praticantes e não- praticantes religiosos.
Seria uma discussão tola se parássemos para ver a validade da procissão e a real existência da “rainha dos mares”, esse realmente não é o questionamento, o ponto a ser analisado é o real sentido individual da procissão, ou seja, através das fotografias podemos entender como uma

vida dedicada a sua verdade tem sua importância, se para alguns céticos e não religiosos esse momento pode não representar nada, para as pessoas que dedicam suas vidas a essa causa faz com que se torne sua razão de viver.











A mitologia YORUBÁ , que é uma espécie de mitologia onde é englobado todos as entidades africanas; Olorum, Exu, Xango, obá, etc.. essa mitologia é a originária do candomblé que veio surgir no Brasil com a chegada dos escravos africanos ao país. No primeiro parágrafo deixamos claro que não faríamos qualquer comentário pejorativo, no entanto não podemos nos cegar do preconceito que ecoa juntamente com a menção dos nomes dos orixás pela nossa sociedade.
O diferente sempre nos surgiu como diferente, no entanto qual o parâmetro para se estipular os padrões de normalidade? morfologicamente a palavra exótico é formada pelo prefixo “ex”, o radical “Ótic” e sufixo “a” . “ex”= aquilo que foi passado ou que é extra a algo ótic= referente ao olhar/ver, entendemos que o exótico é aquilo que não é comum ao nosso olhar e o que não é comum é tratado como diferente e logo discriminado.

O parâmetro exótico ou não exótico é nos dado pelos esquemas sociais e culturais ao qual somos submetidos desde o nosso nascimento, talvez isso explique porque a mitologia YORUBÁ seja tão mais criticada e sofrida de preconceito do que, por exemplo, a mitologia grega que de uma forma geral todos achamos muito poética e inspiradora, no entanto todas as duas são mitologias.






































segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ONDE VOCÊ MOSTRA SEU PRECONCEITO?


A 13º parada gay veio com força total neste domingo dia 12 de Outubro, Copacabana parou em defesa das lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. A concentração foi por volta das 15:00 hrs e terminou às 22:00, mais de 15 trios elétricos incluindo alguns que possuíam notebooks conectados a grande rede que davam a possibilidade a todos os participantes da passeata de votar no projeto de lei 122/06 que torna a homofobia crime no Brasil. Estiveram presentes mais de 700 mil pessoas em toda a orla de Copacabana, desde ativistas do movimento LGBT a pessoas sem veiculação com a causa gay.
A questão que devemos tratar nos remete a uma antiga campanha publicitária, veiculada no ano de 96/97, que perguntava a todos nós brasileiros; Onde você guarda seu preconceito? Entendemos que nós não aprendemos a lhe dar com as diferenças, mas isso já é de berço fomentado pelas nossas relações sociais, isso se dá nas diferentes formas e ordens: pobre/rico – negro/branco – local/imigrante – rural/urbano – heterossexual/homossexual – entre outras. Isso nos mostra que os contrastes dicotômicos sempre foram assuntos inerentes a nossa existência. A pergunta; onde você guarda seu preconceito?
Já é embutida de uma pré – afirmação, de que todos nós temos preconceitos, pois se guardamos algo logicamente o possuímos. Mas a indagação proposta é: onde você mostra esse preconceito? Entendemos que a parada gay vem com uma forma de afirmação nos imprimindo um diálogo sobre o assunto. Essa é a maior ferramenta, o diálogo, através dele quebramos os tabus. Talvez o problema esteja na forma de encarar os fatos, não cabe dizer se é certo ou errado; pois se certo é dada a aprovação, por outro lado, se errado pode soar como extremo preconceito, antes de tudo não devemos ser avesso ou conflitante com o movimento LGBT, se a passeata fizer com que a violência diminua contra o ser humano homossexual, então significará que também diminuiu o preconceito e que começamos a quebrar um tabu e que começamos a dialogar, portanto esse movimento se faz válido.


veja mais fotos abaixo:

domingo, 7 de setembro de 2008

GRITO DOS EXCLUÍDOS: INDEPENDÊNCIA OU MORTE


O grito de independência bradado as margens do rio Ipiranga pelo príncipe regente, D. Pedro I, deu ao Brasil a sua independência de Portugal. Como forma de relembrar e comemorar esse ato costumamos anualmente ter os desfiles

das forças armadas nacionais, corporações como: Exército, Aeronáutica, Marinha, Bombeiros, Defesa Civil, incluindo o Batalhão de Operações Especiais; BOPE entre outros.
Paralelo ao desfile esta a organização latino americana: GRITO DOS EXCLUÍDOS, manifestação a favor do povo, esse movimento de cunho social imprimi os desejos e as opiniões dos menos favorecidos da sociedade. Enquanto os desfiles das forças armadas acontecem os excluídos se reúnem para assim logo após o término do desfile entrarem em cena com o seu desfile.
No Rio de Janeiro a concentração foi na Rua Uruguaiana e o desfile na Av. Pres. Vargas. Com gritos de ordem e versos, os excluídos bradavam em

alta voz sua independência pedindo melhores condições,
o tema desse ano foi:
“contra a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais”.
Romim participante do movimento Sem Terra participa pela primeira vez da passeata: “ é importante que hajam esses movimentos para conscientização do povo” diz ele. O policial Militar SÁ do 6º batalhão diz “ eles tem que falar o que eles pensam também”.


Foi bem diversificada os que tiveram pela 14º passeata dos excluídos, desde estudantes utópicos de classe média brincando de socialismo até mesmo trabalhadores rurais analfabetos realmente excluídos, que traçaram toda Avenida tendo por fim a estátua de Zumbi na Praça XI, Não houve confusão pois segundo o soldado Sá a passeata costuma ser sempre pacífica.
Mais Fotos abaixo: